O senador Magno Malta (PL-ES) discursou na tarde desta terça-feira (13) da tribuna do Senado para anunciar que, a partir de fevereiro de 2027, com a maioria absoluta que o PL e aliados teriam conquistado nas urnas, não haverá qualquer negociação com ministros do Supremo Tribunal Federal (STF): serão alvo de pedidos de impeachment. "Sem acordo. As urnas mandaram para aqui aquilo que eu dizia: não basta ser de direita, tem que ser cachorro, tem que ser pitbull sem vacina", afirmou.
Em tom direto ao ministro Alexandre de Moraes, Malta disse: "Impitimar a você e a tantos outros. [.] Aqui estão as redes sociais. Todos eles, na sua sabatina, mentiram. Isso é estelionato. Isso é fato determinado para impitimar estelionatários." Mais adiante, chamou o ministro de "um Sheol que verbaliza a injustiça" e declarou: "A partir do dia 3 de fevereiro, sem acordo, sem acordo. Quem lá do Supremo quiser fazer acordo, que faça uma delação premiada depois de ser impitimado, porque impitimados serão."
O senador também endereçou recado à futura presidência do Senado: "A presidência do Senado tem que ser alguém que as ruas mandaram para cá. [.] Teremos um novo presidente dessa Casa, com fé em Deus, e vamos impitimá-los sem acordo."
Malta criticou o que chamou de "nova picanha do Lula" — pacote de medidas para o microempreendedor individual (MEI) anunciado pelo governo faltando 12 dias para o segundo turno. Entre as medidas citadas por ele estão perdão de dívidas do MEI, Pix MEI de R$ 5 mil não reembolsável, aumento do teto de faturamento e do número de empregados, e decreto dispensando nota fiscal em vendas de pessoas físicas. "Não caiam nessa cilada, essa é a nova picanha do Lula", repetiu o senador em diversos trechos, classificando o anúncio como propaganda eleitoral ilegal: "Isso aqui é propaganda eleitoreira e mentirosa que não se cumprirá. [.] Isso é crime."
O senador comparou o valor do pacote ao gasto do governo com viagens do presidente Lula e da primeira-dama Janja: "Só os 7 bilhões gastos pelo mandatário desse país, aliás, o ditador desse país, o senhor Luís Inácio Lula da Silva, com hotéis sete estrelas e viagens caras com a senhora Janja."