Entre as empresas contratadas está a Microtarget Marketing e Publicidade, que recebeu R$ 110,8 milhões até abril de 2026. Notas fiscais apontam cobranças de R$ 0,62 por mensagem RCS, enquanto uma tabela comercial da Claro de 2026 indicava R$ 0,09 por envio. A reportagem ressalta, porém, que os preços se referem a períodos e modalidades diferentes, o que não permite concluir automaticamente que houve sobrepreço. O Iaupe registrou ao menos 130 contratações por inexigibilidade, sem indicação de disputa de preços entre fornecedores.
O projeto também pagou R$ 1,02 milhão ao publicitário João Pinto Rodrigues da Costa Júnior, conhecido como João Dude, diretor de Planejamento da agência Leiaute Propaganda, da qual o ministro da Secom, Sidônio Palmeira, é um dos fundadores. Os repasses continuaram durante o período eleitoral, mas o ministério afirmou que os pagamentos realizados na campanha correspondiam a serviços prestados anteriormente e negou que o projeto se limitasse ao envio de mensagens. O MDS também declarou que não há serviços em execução atualmente e que o instituto iniciou a prestação de contas final. A campanha de Flávio Bolsonaro acionou o TSE para pedir a cassação da chapa de Lula por disparos de mensagens em massa, mas o ministro Ricardo Villas Bôas Cueva negou o pedido.
Com informações do Poder 360