O senador Flávio Bolsonaro decidiu não mais questionar a vitória e reeleição de Lula. Ou seja, o resultado das urnas.
Aliados de Flávio e integrantes de sua equipe jurídica afirmam que ele não deve mais pedir a anulação da eleição presidencial de 2026. Segundo o Metrópoles, a mudança de posição foi discutida nesta segunda-feira (26), em conversas que envolveram também o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e o senador Rogério Marinho (PL-RN).
A estratégia agora é concentrar a atuação na oposição ao próximo governo e dar continuidade às ações judiciais que pedem a cassação da chapa de Lula e do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), por supostos abusos de poder político e econômico.
Segundo integrantes da equipe jurídica, 20 ações com pedidos de cassação já foram apresentadas. Em vídeo publicado nesta segunda, Flávio voltou a questionar o resultado e criticou a prorrogação do horário de votação determinada pelo ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), mas não repetiu a ameaça de pedir a anulação de todo o pleito.
No domingo, Flávio havia declarado que recorreria à Justiça para invalidar a eleição, alegando que a decisão de Zanin comprometia a disputa. O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Nunes Marques, afirmou, porém, que a prorrogação não alterou o resultado da apuração. Lula foi reeleito com 64,2 milhões de votos, correspondentes a 51,79% dos válidos, enquanto Flávio recebeu 59,8 milhões, ou 48,21%.
Com informações do Metrópoles e da CNN Brasil