O laudo foi elaborado a partir de dados processados e classificados pela Polícia Federal (PF), entregues ao STF e disponibilizados à defesa. Os advogados não tiveram acesso ao arquivo bruto extraído do celular, o que impede a comparação com o material originalmente coletado. O documento não comprova que houve adulteração, mas também não descarta essa possibilidade. A defesa pede acesso aos dados brutos, enquanto a PF não respondeu ao questionamento do Poder360 sobre a existência de arquivos criados ou modificados depois da apreensão.
A PF identificou ao menos 52 mensagens enviadas por Vorcaro a Moraes enquanto o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro, mantinha contratos com o Banco Master. Segundo a investigação, as mensagens eram enviadas como imagens de visualização única pelo WhatsApp, após serem escritas no aplicativo Notas do iPhone. A eventual comprovação de irregularidades pode levar a questionamentos sobre a validade dessas provas e de outras delas derivadas, com base na teoria dos frutos da árvore envenenada, prevista no artigo 157 do Código de Processo Penal. A decisão sobre a validade do material caberá à Justiça.
Com informações do Poder 360