Os dois principais prejudicados com a divulgação da carta de Flávio Bolsonaro emitida nos Estados Unidos foram o ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça, e o senador Rogério Marinho, pré-candidato à presidência do Senado Federal.
Embora Rogério Marinho seja um parlamentar de direita e goze da confiança de Flávio, ele mantinha um bom diálogo com os diversos setores da Casa.
Contudo, ao ser expressamente endossado na carta de Flávio como o candidato do grupo à presidência do Senado, a sua postulação foi estrategicamente comprometida.
Caberá agora a Rogério Marinho construir de forma autónoma o seu caminho rumo à presidência da instituição, tarefa que se afigura complexa, uma vez que a bancada do PL conta com 29 senadores e são necessários 41 votos para a eleição.
Adicionalmente, a senadora Tereza Cristina (PP), representante do campo conservador e igualmente próxima do grupo oposicionista, também manifestou o interesse em disputar o cargo.
Nas suas intervenções recentes à imprensa, Rogério Marinho tem demonstrado desolamento diante da conjuntura política atual.
A perplexidade que atinge a bancada de direita recém-eleita é compreensível, dado o impacto da decisão de Flávio Bolsonaro de deixar o país e autodeclarar-se presidente eleito, um desfecho considerado bastante desfavorável para o cenário político.