O senador Flávio Bolsonaro deixou o país, evento interpretado por parte dos observadores políticos como uma fuga. O ponto central da controvérsia reside, contudo, na sua conduta ao aportar nos Estados Unidos, materializada no manifesto em que se autoproclamava o legítimo "presidente eleito do Brasil" perante a nação e a comunidade internacional.
O posicionamento gerou apreensão inclusive no meio político norte-americano, dado que a diplomacia dos Estados Unidos recusou o endosso à declaração para evitar uma crise de Estado e o comprometimento das relações bilaterais.
Diante da repercussão, o teor do documento foi ajustado para qualificá-lo tão somente como o principal líder da oposição.
Com esse movimento, o parlamentar deixou o bloco de oposição ao Governo Federal sem uma liderança expressiva, desarticulando a bancada no Senado que almejava promover o impeachment do ministro Alexandre de Moraes.
Os demais congressistas encontram-se receosos quanto a comprometer os próprios mandatos em defesa do senador.