No noticiário de economia não se fala em outro coisa que não seja a história do artigo do economista André Lara Resende, com acusações sobre o mercado financeiro e o Banco Central, defendendo polêmicas sobre juros. Aí a senadora Gleisi Hoffmann, do PT, trouxe o problema para dentro do Governo Lula.
Em post nas redes sociais, Gleisi afirmou:
"Artigo de André Lara Resende, publicado em 25 de setembro, é fundamental para enfrentar essa ofensiva terrorista sobre a política fiscal brasileira".
Em reportagem da CNN Brasil, o economista José Sérgio Gabrielli, coordenador do programa de governo do presidente à reeleição, distribuiu um texto nesta segunda-feira (2) em que celebra o fim do "pensamento único" nos debates econômicos e rejeita políticas de "austeridade contra o eleitor".
A proposta de Lara Resende
Em seu artigo, Lara Resende propõe criar o CFMN, que estabeleceria metas conjuntas para a política fiscal e monetária, com horizonte de quatro a cinco anos. A ideia é coordenar as decisões sobre contas públicas e juros.
E o trecho mais controverso da proposta — alvo de críticas no mercado financeiro —prevê que o Banco Central manteria a taxa básica de juros em um intervalo entre 3% (meta de inflação) e aproximadamente 5,5% ao ano (crescimento nominal potencial estimado). A Selic só poderia ficar fora desse intervalo em situações excepcionais autorizadas pelo conselho.
O economista propõe uma transição de 12 meses para levar a Selic a 7,5% ao ano. A taxa ficaria inicialmente 2 pontos percentuais acima do teto de 5,5%, como uma margem temporária de segurança. Esse adicional seria reduzido gradualmente até desaparecer.