A inflação oficial do Brasil avançou 0,88% em março, acima da expectativa dos analistas, que projetavam alta de 0,77%. O resultado, divulgado nesta sexta-feira (10) pelo IBGE, é o maior para o mês desde 2022 e eleva o acumulado de 12 meses para 4,14% — cada vez mais perto do teto da meta de inflação, fixado em 4,50%.
Os principais responsáveis pela pressão foram os combustíveis e os alimentos. A gasolina subiu 4,59%, o diesel disparou 13,90%, o tomate saltou 20,31% e o leite longa vida avançou 11,74%. Juntos, os grupos de Transportes e Alimentação responderam por 76% de toda a alta do índice no mês.
O dado marca o primeiro IPCA que já reflete os efeitos da guerra no Oriente Médio e do fechamento do Estreito de Ormuz, rota por onde escoa cerca de 20% do petróleo mundial. Com a escalada dos preços internacionais do barril, economistas alertam que a pressão inflacionária tende a persistir nos próximos meses, dificultando qualquer movimento de corte na taxa de juros pelo Banco Central.