O uso crescente das canetas emagrecedoras para o tratamento da obesidade e do diabetes tipo 2, tem levantado discussões também no campo da reprodução humana. Estudos recentes indicam que, ao promoverem a perda de peso e melhorarem a sensibilidade à insulina, esses medicamentos podem contribuir indiretamente para a melhora da fertilidade, especialmente em mulheres com obesidade ou síndrome dos ovários policísticos (SOP), condições frequentemente associadas à dificuldade para engravidar.
Apesar dos possíveis benefícios, especialistas reforçam que o uso dessas medicações exige cautela, sobretudo entre mulheres que estão em planejamento reprodutivo. Ainda não há evidências robustas sobre os efeitos diretos dessas substâncias na fertilidade a longo prazo, e seu uso é contraindicado durante a gestação. Além disso, alterações hormonais e a perda de peso acelerada podem impactar o ciclo menstrual e a ovulação, tornando indispensável o acompanhamento médico.
No DNA Fértil, clínica referência em reprodução assistida no Rio Grande do Norte, o tema já faz parte das orientações em consultório. “Quando bem indicadas, as canetas emagrecedoras podem melhorar a saúde metabólica e, com isso, favorecer a fertilidade. Mas é importante deixar claro que elas não substituem uma investigação adequada nem os tratamentos indicados para cada paciente. O uso sem orientação pode trazer riscos e até atrasar o diagnóstico de outras causas de infertilidade”, explica a especialista em reprodução humana, Dra. Elle Rejane.
A recomendação é que qualquer estratégia voltada à perda de peso esteja alinhada a um planejamento reprodutivo seguro e individualizado. No DNA Fértil, a abordagem integra ciência, tecnologia e cuidado humanizado para orientar cada paciente de forma responsável, garantindo que decisões sobre o corpo e a fertilidade sejam tomadas com base em evidências e no momento certo da vida.