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Foto: Marcos Corrêa/PR
politica

PF volta a descartar interferência de Bolsonaro na corporação

A Polícia Federal concluiu, pela segunda vez, não haver provas de interferência indevida do ex-presidente Jair Bolsonaro na corporação, publica o Estadão. A revisão foi feita na atual gestão e reafirma o entendimento já adotado anteriormente no inquérito.

A investigação havia sido reaberta por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, após novas análises sobre o caso. 

O inquérito teve origem na saída do então ministro da Justiça Sergio Moro, que alegou na época ter sofrido pressão para mudanças em cargos da PF.

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Segundo a nova avaliação, mesmo com a reanálise dos elementos já coletados, não foram identificados indícios suficientes para sustentar a imputação de crime.

“Merece ser mencionado que o IPL 2021.0031208 –CCINT/CGCINT/DIP/PF apurou objeto específico, que, sob a ótica das diligências tomadas em contemporaneidade com os fatos, não revelou informações capazes de justificar imputações penais”, diz o delegado Carlos Henrique Pinheiro de Melo.

A conclusão segue a linha adotada pela corporação ainda durante o governo Bolsonaro.

Na ocasião, o então procurador-geral da República, Augusto Aras, já havia pedido o arquivamento do caso. Agora, sob o governo Lula, a PF manteve o entendimento de ausência de provas contra o ex-presidente.

Em 16 de outubro do ano passado, Moraes autorizou a reabertura do inquérito da PF que apura suposta interferência de Jair Bolsonaro na corporação. A decisão atendeu a pedido do procurador-geral da República, Paulo Gonet.

A investigação teve origem na saída de Sergio Moro do Ministério da Justiça, em 2020, quando ele apontou pressão do presidente para mudanças na direção da PF. Em 2022, a corporação concluiu que não houve ingerência e pediu o arquivamento.

Ao solicitar a reabertura, Gonet citou mensagens enviadas por Bolsonaro a Moro sobre a demissão do então diretor-geral Maurício Valeixo e a divulgação, no dia seguinte, de conteúdo sobre investigações envolvendo aliados. 

Para o procurador, é necessário apurar se houve “efetivamente” interferência na Polícia Federal.

Ainda de acordo com Gonet, em depoimento à PF, Moro declarou que uma das causas da troca no comando da PF citada pelo ex-presidente seria a “falta de acesso a relatórios de inteligência da PF, mas que o presidente já tinha acesso, do que legalmente poderia ser acessado, via Sistema Brasileiro de Inteligência e Abin”.

 

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