O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, culpou o Irã pelo fracasso nas negociações de paz. Segundo o republicano, o país foi “inflexível” na principal demanda americana no acordo: o fim do programa nuclear iraniano.
Em publicação na Truth Social, neste domingo (12), o republicano disse que houve avanços em outros pontos, mas que a questão nuclear, “a única que realmente importava”, impediu o acordo.
“Meus três representantes foram muito amigáveis e respeitosos com os representantes do Irã, mas isso não importa, porque eles foram inflexíveis quanto à questão mais importante e, como sempre disse desde o início, há muitos anos, o Irã nunca terá uma arma nuclear”, escreveu.
“O Irã não está disposto a abrir mão de suas ambições nucleares! Em muitos aspectos, os pontos acordados são melhores do que continuarmos nossas operações militares até o fim, mas nada disso importa comparado a permitir que a energia nuclear esteja nas mãos de um povo tão volátil, difícil e imprevisível”, acrescentou Trump.
Do lado iraniano, a agência de notícias Tasnim informou que não houve acordo por causa de “exigências descabidas” dos Estados Unidos. Segundo a publicação, a delegação do país insistiu em preservar os interesses nacionais durante as negociações.
O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, culpou os EUA pelo fracasso das negociações de cessar-fogo no Paquistão, afirmando que as autoridades norte-americanas não conseguiram conquistar a confiança da delegação iraniana.
“Meus colegas da delegação iraniana apresentaram iniciativas promissoras, mas, no fim, o lado oposto não conseguiu conquistar a confiança da delegação iraniana nesta rodada de negociações”, escreveu Ghalibaf no X, neste domingo (12).
Apesar do impasse, o ministro de Relações Exteriores do Paquistão, Ishaq Dar, ressaltou que o país continuará mediando as negociações para o fim da guerra entre os Estados Unidos e o Irã.
Ele pediu que os países sigam comprometidos com o cessar-fogo na região e defendeu que o diálogo entre EUA e Irã continue “nos próximos dias”, sob mediação do Paquistão.
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