O jornalista Lauro Jardim, d’O Globo, entregou o ouro desta Páscoa. A paca que Janja cozinhou para o presidente Lula no feriado não foi comprada no mercado, não veio de fazenda e muito menos do bolso do casal. Lembrando que é um animal silvestre, que a caça é ilegal.
Foi presente de Emílio Odebrecht, o patriarca da maior empreiteira envolvida nos escândalos de corrupção da história do Brasil.
Presente de Odebrecht. Para Lula. Em 2026. Como se nada tivesse acontecido.
Lula continua sendo, nas palavras que ele mesmo já usou com orgulho, “o amigo de meu pai”. O amigo que foi preso, que ficou na cadeia, que saiu pela janela do STF e que hoje governa o Brasil recebendo caça exótica de presente de quem financiou o maior esquema de propina que esse país já viu.
E Janja, a primeira-dama que se apresenta como símbolo de uma era nova, cozinhou a paca com todo o carinho. Sem nenhum constrangimento. Sem nenhuma cerimônia.
O Brasil é um país comandado por gente sem-vergonha. E o pior: eles nem se escondem mais.