Um contrato de cerca de US$ 1,8 bilhão, aproximadamente R$ 9 bilhões, envolvendo a Petrobras passou a ser citado em uma investigação internacional sobre suspeita de corrupção no Peru. As informações foram reveladas pela coluna de Paulo Cappelli, do Metrópoles.
O caso está ligado ao escândalo conhecido como “Rutas de Lima”, que apura possíveis pagamentos de propina, financiamento ilegal de campanhas e lavagem de dinheiro em concessões rodoviárias. O governo peruano levou o caso à Justiça dos Estados Unidos e pediu acesso a dados bancários para aprofundar as investigações.
O contrato da Petrobras foi firmado em 2025 com empresas ligadas ao grupo da antiga Odebrecht, hoje Novonor, incluindo a Tenenge e a EGTC Infra. Segundo documentos da investigação, movimentações financeiras consideradas suspeitas ocorreram próximas à assinatura do acordo bilionário.
Os investigadores citam transferências de cerca de US$ 700 mil envolvendo o empresário brasileiro Ricardo Pereira Neto, controlador da EGTC Infra, e pessoas ligadas ao esquema. Parte dos valores teria sido repassada a executivos da Odebrecht no Peru, o que levanta suspeitas sobre a origem e o destino dos recursos.
O material integra um pedido formal do governo peruano para obter informações financeiras nos Estados Unidos. Caso autorizado, os dados podem ser usados em processos criminais em andamento no país.
Em nota, a Odebrecht negou irregularidades e afirmou que não há relação entre os contratos com a Petrobras e o caso investigado no Peru. A empresa também disse que as acusações não têm fundamento e que pode adotar medidas legais.