Se você ainda não sabe o apelido que o povo deu à Hapvida, anota aí: Hapmorte. E não é por acaso. É merecido. Conquistado a duras penas, na fila de espera, na consulta negada, no exame que não sai, no leito que não tem, na ambulância que não chega.
O plano de saúde que já era um pesadelo no atendimento agora enfrenta uma crise financeira que assusta até os mais desatentos. As ações da empresa derreteram quase 90% nos últimos anos. Noventa por cento. Se você investiu, já sabe o que é sentir na pele o que os pacientes sentem no balcão: prejuízo, descaso e porta na cara.
As reclamações se acumulam em todo canto. Redes sociais, Procon, ANS, reclameaqui. O povo grita, denuncia, chora. Pessoas que pagam plano todos os meses, em dia, religiosamente, e na hora que precisam de atendimento se deparam com o vazio. Com a negativa. Com o protocolo. Com o operador de telemarketing repetindo o script enquanto o paciente piora em casa.
E o mais absurdo de tudo isso é que a ANS, a agência que deveria regular e punir, ainda permite que o Hapmorte continue vendendo planos. Continua autorizando novos contratos. Continua deixando que mais famílias entrem nessa armadilha sem saber o que as espera.
Não é saúde. É um negócio que lucra na esperança do doente e some na hora da necessidade.
Fujam do Hapmorte. A saúde da sua família não pode ser apostada numa empresa que está afundando por dentro e que nunca soube cuidar de quem mais precisava.