A queda nos índices de popularidade e a percepção de fadiga em torno da figura do presidente Lula podem gerar impactos diretos nas eleições estaduais no Rio Grande do Norte. Analistas políticos observam que o desgaste do discurso petista, mantido desde a década de 80, reflete-se na situação de lideranças locais como a governadora Fátima Bezerra e o deputado Fernando Mineiro.
A decisão da governadora de não concorrer ao Senado é vista como um sintoma dessa perda de força política, enquanto projeções para a chapa proporcional indicam que nomes tradicionais podem ter dificuldades de reeleição.
Esse cenário atinge diretamente a federação composta por PT, PV e PCdoB, colocando em dúvida a capacidade de transferência de votos para a nominata.Embora nomes mais jovens como Natália Bonavides e Brisa Bracchi ganhem destaque, existe uma avaliação de que suas pautas, focadas em questões identitárias, podem enfrentar resistência no interior do estado, onde o eleitorado é predominantemente mais conservador.
Essa divisão entre a "velha guarda" e a juventude radical expõe uma crise de identidade no partido, que carece de lideranças de centro ou moderadas.A sobrevivência eleitoral de nomes da esquerda no estado pode passar a depender cada vez mais de aliados que não integram organicamente o PT.
Sem uma renovação real e uma adaptação ao perfil do eleitor atual, o grupo político corre o risco de ver sua votação encolher, sendo comparado a modelos de gestão e discursos que já não encontram a mesma ressonância de décadas atrás.