A Justiça Federal do Distrito Federal enviou ao Supremo Tribunal Federal a decisão sobre o destino dos R$ 2,2 milhões obtidos com o leilão do tríplex do Guarujá, imóvel que esteve no centro da Operação Lava Jato. O caso envolve a condenação do presidente Lula, posteriormente anulada pela própria Corte.
O apartamento foi leiloado em 2018 por R$ 2,2 milhões a um empresário de Brasília, e o valor permanece depositado em conta judicial da Caixa Econômica Federal. Com a anulação dos atos da Lava Jato relacionados ao caso, o juiz entendeu que cabe ao STF decidir o destino final do montante.
Segundo o Metrópoles, a decisão, o magistrado cita a possibilidade de pode haver acordos de delação premiada com implicações patrimoniais aos quais apenas o STF teve acesso. O processo está sob relatoria do ministro André Mendonça.
O tríplex, localizado no 16º andar do Edifício Solaris, no Guarujá (SP), tem quatro quartos, sendo duas suítes, cinco banheiros, duas salas, cozinha, área de serviço, churrasqueira e piscina, além de vista para a praia das Astúrias. A propriedade foi atribuída por anos ao presidente Lula, mas as decisões judiciais que embasaram o caso foram anuladas pelo STF, que agora deve definir o destino do dinheiro arrecadado.