Na província, a medicina avança no seu próprio ritmo. E se depender da criatividade do povo potiguar, o próximo grande lançamento farmacêutico já tem nome: Mounjaro colírio, indicado especialmente para os casos crônicos de olho gordo.
E olha, a demanda existe. É farta. É diária. É cultural.
Basta alguém comprar um carro novo, reformar a casa, ganhar uma promoção ou simplesmente aparecer bem na foto, que o diagnóstico já está feito nas rodas de conversa da cidade: olho gordo declarado, caso grave, internação recomendada.
O mercado seria um estouro. Farmácia não teria estoque que aguentasse. Filas na madrugada. Venda no paralelo. Cambista na porta. Receita médica falsificada. Tudo isso antes das oito da manhã.
Recorde absoluto de vendas garantido. Principalmente nas cidades onde a inveja é passada de geração em geração como herança de família.
Enquanto o Mounjaro colírio não chega às prateleiras, o remédio disponível continua sendo o de sempre: trabalhar, crescer e deixar o olho gordo dos outros resolver o problema dele.