O ministro da Advocacia-Geral da União, Jorge Messias, deve defender a legalidade das prisões relacionadas aos atos de 8 de janeiro durante sabatina no Senado, marcada para o dia 29 de abril. O tema é considerado um dos principais pontos de questionamento por parte da oposição.
Segundo apuração da Revista Oeste, Messias deve sustentar que as detenções, especialmente em flagrante, seguiram a legislação. A atuação dele à frente da AGU nos casos ligados aos ataques às sedes dos Três Poderes deve ser um dos focos centrais da sabatina.
Além disso, o indicado ao Supremo Tribunal Federal deve ser questionado sobre temas como aborto e investigações envolvendo o INSS e o Banco Master. Sobre o aborto, a expectativa é que ele destaque posicionamentos anteriores, incluindo críticas a medidas que, segundo ele, dificultariam o acesso ao procedimento em casos previstos em lei.
Nos bastidores, há articulações para reduzir resistências à indicação. Messias já se reuniu com senadores e deve reforçar, durante a sabatina, a defesa da separação entre os Poderes. A contagem atual indica cerca de 48 votos favoráveis, número suficiente para aprovação no plenário.