Afastado há mais de dois meses do cargo de ministro do STJ (Superior Tribunal de Justiça), diante de acusações de assédio e importunação sexual, Marco Aurélio Gastaldi Buzzi mantém um salário repleto de penduricalhos e que supera os R$ 100 mil líquidos por mês.
A notícia é do R7. Por meio de nota, o STJ informou que o PAD (Processo Administrativo Disciplinar) ao qual Buzzi responde chegou ao plenário da Corte no último dia 14 e que, neste mês, “ele receberá apenas a parcela remuneratória dos vencimentos”. Isso significa que não serão pagos os penduricalhos aos quais ele tenha direito.
A Resolução nº 135/2011 do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) estabelece que magistrados afastados não têm direito a “usufruir de veículo oficial e outras prerrogativas inerentes ao exercício da função”, apesar de terem “assegurado o subsídio integral”.
Procurada para comentar sobre os pagamentos recebidos pelo ministro, a defesa de Buzzi não se pronunciou. Em manifestações anteriores, ele disse que “não cometeu qualquer ato impróprio” e que “a tentativa de julgar e condenar antes do início formal de uma investigação” configura um “inaceitável retrocesso civilizacional”.