O clima dentro do STF está pesado. O presidente da Corte, Edson Fachin, virou alvo de isolamento justamente por tentar avançar em medidas mínimas de transparência, como um código de conduta. Em vez de apoio, encontrou resistência de colegas que preferem manter tudo como está.
Nos bastidores, o que se vê é formação de grupos e jogo de poder. De um lado, ministros com forte influência, como Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Flávio Dino. Do outro, Fachin, mais isolado, sem entrar nesse jogo, tentando “limpar” a imagem do Supremo. E aí acontece o previsível, quem tenta mexer minimamente na estrutura vira problema.
O resultado é aquele velho cenário de Brasília. Quem deveria se explicar, se fecha. Quem tenta organizar, é pressionado. Um STF dividido, com disputa interna e jogo de influência. No fim, é cobra engolindo cobra, enquanto a conta institucional vai ficando cada vez mais pesada.