A Sexta-feira da Paixão, também chamada Sexta-feira Santa, é um dos momentos mais solenes do calendário católico e integra o Tríduo Pascal. De acordo com a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), é o único dia do ano em que a Igreja não celebra missa, realizando a Ação Litúrgica da Paixão do Senhor, com adoração da cruz e clima de silêncio e oração.
Na prática, a Igreja orienta que os fiéis vivam a data como dia de penitência, marcado por oração e recolhimento. No aspecto concreto, o Código de Direito Canônico prevê jejum e abstinência de carne na Sexta-feira da Paixão, e a orientação é reforçada em conteúdos pastorais e explicativos publicados por organismos e veículos católicos.
A regra é tradicionalmente entendida como abstinência de carne, comumente substituída por peixe e outros alimentos, e o jejum como redução das refeições, respeitando as condições de saúde de cada pessoa.
Já o Sábado de Aleluia, liturgicamente conhecido como Sábado Santo, é tratado pela Igreja como dia de espera e meditação, entre a morte e a ressurreição de Jesus. É quando a comunidade católica se prepara para a Vigília Pascal, celebração noturna que marca a passagem para o Domingo de Páscoa e é considerada o ponto alto do ano litúrgico.
Nesse dia, a orientação religiosa é manter o espírito de sobriedade e oração, evitando transformar a data em antecipação de festa. Em linhas gerais, a Igreja recomenda que o Sábado Santo seja vivido com respeito ao luto e à expectativa da ressurreição, priorizando práticas de fé e participação na Vigília Pascal, em vez de eventos que contrariem o sentido de recolhimento do período.
As orientações podem variar em detalhes conforme a prática pastoral local, mas o eixo central permanece: na Sexta-feira Santa, penitência e recolhimento, com jejum e abstinência; no Sábado Santo, silêncio, espera e preparação para a celebração da Páscoa. Fontes consultadas incluem publicações da CNBB e referências ao Código de Direito Canônico sobre dias penitenciais e disciplina do jejum e da abstinência.