O avanço de Flávio Bolsonaro nas pesquisas e o aumento da rejeição ao presidente Lula abriram, nos bastidores do PT e do Palácio do Planalto, uma discussão sensível: a possibilidade de o petista não disputar a próxima eleição presidencial.
Segundo a Veja, a hipótese de substituição do presidente não é mais tratada como improvável dentro do governo. O avanço da rejeição e o risco eleitoral têm alimentado essa discussão.
Mas quem iria substituir Lula? O nome de Camilo Santana surge como uma aposta para o futuro do partido, com apoio dentro do governo e é visto como um quadro com potencial de crescimento. Ao mesmo tempo, Fernando Haddad aparece como alternativa mais imediata, visto que, o ex-ministro reúne condições mais concretas para uma eventual substituição no curto prazo.Mas apesar de ser um nome competitivo, Haddad não é unanimidade dentro do partido, pois há desconfiança sobre seu perfil político e sua disposição para a disputa. Setores da legenda consideram que o partido precisa de um candidato mais combativo, disposto a enfrentar a campanha com maior intensidade.
O debate expõe uma dificuldade estrutural do partido: a renovação de lideranças.
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