A bomba-relógio do caso Master tem data estimada para explodir: nos próximos três meses, bem no meio da pré-campanha eleitoral. Vorcaro assinou o termo de confidencialidade com a PF e a PGR e prometeu delatar “sem poupar ninguém”.
A defesa já está na chamada fase dos anexos, organizando as informações por blocos temáticos. O acordo só avança se as autoridades entenderem que as informações são novas e relevantes.
Se homologado pelo ministro André Mendonça, Vorcaro pode ter pena reduzida e até receber perdão judicial. A lista de potencialmente atingidos é extensa: Moraes e Toffoli no STF, Ciro Nogueira e ACM Neto no Centrão, ex-ministros do governo Lula, funcionários do Banco Central.
Uma pesquisa Genial/Quaest mostrou que 38% dos eleitores evitariam votar em candidatos envolvidos no caso. É muita gente com muita coisa a perder.