Que coincidência extraordinária. No Brasil inteiro, com dezenas de empresas de táxi aéreo operando normalmente, os ministros Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Nunes Marques parecem ter chegado todos à mesma conclusão em 2025: a melhor opção disponível era a Prime Aviation, empresa ligada a Daniel Vorcaro, o dono do Banco Master preso e negociando delação.
Moraes e a mulher voaram oito vezes. Toffoli foi de jatinho para o resort Tayayá, o mesmo resort que tinha participação acionária da família dele e que foi vendido para sócios do mesmo Vorcaro. Nunes Marques também aparece na lista. Três ministros do Supremo Tribunal Federal. Um banqueiro preso. Uma empresa de aviação. Ano de 2025, exatamente o período em que o Master estava sendo investigado.
Essas são as mesmas pessoas que julgam o caso. Que decidem sobre a prisão, sobre a delação, sobre o futuro de Vorcaro e de todos que ele pode citar. E todos voaram no avião do homem que está preso esperando para delatar.
Não existe palavra mais correta do que desmoralizante. O STF que deveria ser a última linha de defesa das instituições brasileiras virou o epicentro do escândalo.
E a pergunta que ninguém no tribunal consegue responder é simples: por que, de todas as empresas de táxi aéreo do Brasil, a escolha foi sempre a mesma?
Coincidências assim não existem.