Walter Alves sobreviveu. Apesar de toda a dificuldade, da pressão do governo estadual e da articulação montada pela governadora Fátima Bezerra, a Coveira do RN, para deixá-lo sem saída, o presidente do MDB conseguiu montar sua nominata.
E não foi pouca coisa. A chapa tem capacidade de eleger dois nomes, com possibilidade real de chegar a três. Para quem estava cercado, é uma vitória expressiva.
A história tem uma virada que precisa ser contada. Walter Alves é o vice-governador. Deveria assumir o cargo. Mas a bagunça financeira que Fátima deixou é tão grande, a dívida tão pesada, que ele optou por não assumir.
Ninguém quer herdar um estado com R$ 12 bilhões de dívida que deve chegar a R$ 15 bilhões até o final do ano. Walter fez a conta e chegou à conclusão óbvia: governar o RN nessas condições não é oportunidade, é armadilha.
E foi exatamente aí que Fátima se enredou. A arapuca que ela construiu para Walter caiu no colo dela.
Agora é a governadora quem vai ter que ficar na governadoria administrando o caos que ela mesma criou.
Mais nove meses dentro de um estado com dívida crescente, fornecedores sem receber, consignado acumulado e uma bomba que não para de crescer.
Walter escapou. Fátima ficou. Dias piores virão para ela.