O modelo era simples na aparência e sofisticado na prática. O Ministério da Saúde enviava recursos à UFRN, que repassava parte da execução à FUNPEC. A partir daí, o controle ficava concentrado em um núcleo ligado ao LAIS.
Esse grupo definia contratações, eventos, bolsas e pagamentos, muitas vezes sem relação direta com o combate à sífilis. A falta de critérios claros abriu espaço para o uso livre dos recursos.
Um dos exemplos mais evidentes foi o pagamento duplicado de despesas. Integrantes do projeto participavam de eventos com tudo custeado por parceiros, como hospedagem e passagens, e ainda solicitavam diárias integrais pagas com dinheiro público.
Além disso, parcerias como a firmada com a ABIMO permitiram a transferência de milhões de reais, sem controle efetivo sobre a execução final dos recursos. O projeto passou a financiar eventos, viagens e atividades com conexão apenas indireta com a finalidade original. 
Na prática, o que era um projeto de saúde virou uma estrutura com autonomia excessiva e baixa fiscalização.
Do blog: é um orgulho saber que tudo isso que está sendo revelado agora já era alvo de denúncias do Blog. Só esse blog denunciou sozinho por anos, desmascarou tudo.