O que veio à tona até agora sobre o LAIS, o Laboratório de Inovação Tecnológica em Saúde ligado à UFRN, é apenas a parte turística do escândalo. A denúncia do programa Sífilis Mais que ganhou as manchetes é o aquecimento. O show principal ainda está por vir.
Falta a parte publicitária. Agências fantasmas que foram buscar fora do Rio Grande do Norte, que ultrapassaram as divisas do estado e levaram dinheiro público para outros territórios. É o tipo de esquema que cresce quando ninguém está olhando e que só aparece quando alguém com coragem decide falar. De todas as batalhas do Blog essa foi a mais difícil.
E falta a parte grande, aquela que vai doer de verdade. O sumiço de milhões de reais que até hoje não tem explicação satisfatória. O dinheiro que entrou, circulou e não tem destino claro. E quando o dinheiro público some sem rastro, quase sempre a explicação é a mais simples e mais velha do Brasil: misturaram o que era do povo com o que era de interesse próprio. O Elon Musk tupiniquim é bom de propaganda distribuindo bolsas.
O LAIS era tratado como uma das joias da coroa da UFRN, um modelo de inovação celebrado em eventos, citado em discursos e fotografado em solenidades. Quando o modelo vira escândalo, os mesmos que aplaudiam somem. Aguardem. Ainda vem muita coisa.