A campanha de reeleição de Lula parece mais ameaçada do que nunca. Exemplo disso é que, assim como no RN, ministros e aliados já foram escalados para confirmar que o presidente vai para a disputar de outubro, custe o que custar.
A situação é bem semelhante ao que aconteceu no RN. Dias antes de desistir de disputar o Senado, Fátima Bezerra tentou de todo jeito confirmar a candidatura. Aliados falaram que o plano para o Senado era "prego batido e ponta virada" e que era uma ordem da Executiva Nacional do PT.
No caso de Lula, a fala é uma resposta a especulações de que o presidente estaria suscetível a abandonar a candidatura à reeleição a partir de análises de supostos cenários eleitorais desfavoráveis, o ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social do Brasil (Secom), Sidônio Palmeira, afirma que essa hipótese não existe.
Como mostrou a coluna Andreza Matais, integrantes do Centrão apostam que Lula pode desistir de disputar a reeleição caso as pesquisas indiquem Flávio Bolsonaro (PL) à frente do petista, fora da margem de erro.
“Somente quem fala pelo presidente é o próprio presidente e a Secom. O Palácio não fala em off, só em on. Esta conversa simplesmente não existe. Lula é candidatíssimo à reeleição”, disse Sidônio Palmeira ao Metrópoles.