A chuva prevista para Natal desviou o curso e caiu com força total em Recife. É um pau d’água de respeito na capital pernambucana, com alagamentos, transtornos e a cidade debaixo d’água.
Aqui está a oportunidade perfeita para a patricinha bolivariana Natália Bonavides e o ineficiente Fernando Mineiro pegarem o primeiro voo para Recife e fazerem o espetáculo que tanto gostam de montar quando a chuva cai em cidade governada por Paulinho Freire. O problema é que desta vez o prefeito é João Campos, aquele do TikTok, das dancinhas e do marketing bem-feito, que bebe da mesma água política de Lula. A governadora Raquel Lyra também é aliada de Lula. Todos no mesmo palanque, todos na mesma aliança, todos na mesma legenda ideológica.
E aí o silêncio vai ser ensurdecedor. Porque a crítica fácil, o microfone ligado e a indignação performática só aparecem quando o prefeito ou governador é do campo adversário. Quando é aliado, a chuva é climática, a enchente é responsabilidade do aquecimento global e o prefeito dançarino vira vítima da natureza.
Recife está inundada. Natal ficou sem a chuva que Natália e Mineiro tanto precisam. E a oposição em Natal ficou sem o discurso de ocasião que tanto aprecia. Desta vez o roteiro não fecha.