A pré-campanha no RN já começou a esquentar e a polarização dá sinais claros de que vem forte. De um lado, Álvaro Dias. Do outro, o grupo ligado à governadora Fátima Bezerra, com Cadu Xavier tentando ocupar esse espaço. A arenga já começou nas redes. E no meio disso tudo, aparece Allyson Bezerra.
A pergunta é simples: isso ajuda ou atrapalha Allyson? Pode ajudar, e muito. Se a eleição virar um duelo direto entre direita e esquerda, tem uma parte do eleitorado que cansa e procura outro caminho. E é aí que Allyson entra, como alternativa. Enquanto os dois lados brigam, ele cresce por fora.
Mas também pode ser o contrário. Se a polarização colar de vez, cada lado puxa seus votos e fecha espaço. A direita com Álvaro, a esquerda com o candidato de Fátima. Nesse cenário, sobra menos espaço para quem tenta ficar no meio. A eleição vira disputa ideológica e não de gestão.
Só que tem um detalhe importante. Diferente do discurso nacional de “terceira via”, no RN Allyson não chega pequeno. Tem apoio político forte, trânsito com lideranças tradicionais e agora tempo para rodar o estado inteiro. Enquanto isso, tem gente presa em rede social e dependente de estrutura de governo.
No fim, tudo depende do tamanho dessa polarização. Se virar guerra aberta, pode empurrar voto para os extremos. Se cansar o eleitor, pode abrir caminho para Allyson. A campanha ainda nem começou oficialmente, mas o cenário já está montado. E quem souber jogar melhor esse clima, sai na frente.