O Ministério Público Federal ofereceu duas denúncias contra Ricardo Valentim e outros envolvidos no escândalo do LAIS (Laboratório de Inovação Tecnológica em Saúde), vinculado à UFRN. Uma das ações é de natureza criminal e a outra trata de improbidade administrativa. As denúncias apresentadas até o momento dizem respeito a gastos irregulares com viagens e passeios custeados com recursos públicos.
No entanto, a expectativa é de que o caso se agrave significativamente. Segundo apurações do MPF, ainda devem ser apresentadas novas denúncias envolvendo a criação de empresas fantasmas, prestação fictícia de serviços e campanhas imaginárias que teriam consumido milhões de reais em dinheiro público. Os acusados também respondem a um procedimento administrativo interno.
O caso vem sendo acompanhado desde 2019, quando as primeiras irregularidades começaram a ser apontadas. À época, o LAIS era amplamente apoiado por beneficiários de bolsas e vantagens financeiras distribuídas pelo laboratório — valores que, segundo denúncias, chegavam a superar em até três vezes o salário de um professor universitário. Com o avanço das investigações, o escândalo se consolida como um dos maiores casos de desvio de recursos públicos ligados à universidade.