O pior cenário possível para o Brasil é a reeleição de Lula. Não serão quatro anos normais de governo. Serão quatro anos de um presidente que, sem poder disputar novamente, não terá freio nenhum. Sem eleição à vista, Lula governará sem limite, sem cautela e, convenhamos, com apetite suficiente para mexer na Constituição se achar conveniente. O histórico dele autoriza esse temor.
A direita precisa de candidato. E o candidato que tinha nome, estrutura e simbolismo para ganhar está se encolhendo.
Flávio Bolsonaro nunca teve a estatura moral que a candidatura presidencial exige. E as ligações com Daniel Vorcaro, o banqueiro preso pela PF com contratos em meia dúzia de ministros e ex-presidentes, afundaram de vez qualquer possibilidade séria. A direita está envergonhada. Sobrou o bolsonarismo de torcida organizada, que grita mas não elege.
O PL tem um nome. Apenas um com altura real para substituir Flávio sem encolher a chapa. Rogério Marinho, senador do Rio Grande do Norte, líder da oposição no Senado, figura nacional respeitada nos dois lados do corredor. Tem discurso, tem trânsito, tem história e tem o que falta em quase todo mundo na direita hoje: credibilidade que não depende de sobrenome.
Caiado tem força. Zema cresce a cada dia. Tereza Cristina é nome sólido e respeitadíssimo no agronegócio e no Congresso. Mas nenhum deles reunirá numa só candidatura o que Rogério reúne: o centro que rejeita o PT, a direita que rejeita o escândalo e o bolsonarismo que quer vencer, não apenas protestar.
A direita precisa parar de olhar para o espelho do passado e começar a olhar para as urnas de outubro. O nome está disponível. Falta a coragem de apostar nele.