O chamado “risco Brasil” voltou a subir nos últimos dias e reacendeu a preocupação do mercado financeiro com a situação fiscal do país e um possível calote da dívida pública.
O indicador fechou este sábado em 124,07 pontos, após ter atingido no último dia 8 o menor nível do atual governo Luiz Inácio Lula da Silva, com 116,27 pontos.
O risco Brasil é medido pelo chamado CDS, uma espécie de seguro usado por investidores para calcular a probabilidade de inadimplência de um país. Quanto maior o índice, maior a desconfiança do mercado e mais caros ficam os juros cobrados para financiar a dívida brasileira.
A alta recente acontece em meio às incertezas fiscais internas e às oscilações do cenário internacional. O mercado teme aumento do endividamento público e dificuldade do governo em controlar os gastos.
O índice também reflete o humor dos investidores estrangeiros em relação à economia brasileira. Cada 100 pontos do CDS representa aproximadamente 1% a mais de juros em comparação com os títulos dos Estados Unidos.
Segundo a Revista Oeste, durante o governo Jair Bolsonaro, o risco Brasil chegou ao menor nível recente antes da pandemia, com 91,80 pontos em fevereiro de 2020. Já no início do atual governo, o indicador disparou e chegou perto dos 280 pontos em março de 2023, em meio ao temor de descontrole fiscal e à crise bancária internacional envolvendo o Silicon Valley Bank.