O líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), disse nesta quinta-feira, 18, que o presidente Lula ligou para ele para prestar solidariedade diante da operação da Polícia Federal que teve o parlamentar como alvo. Segundo o senador, na ligação, Lula disse que a investigação se trata de uma “tentativa de desestabilizar“ Wagner.
“O presidente Lula ligou para mim para se solidarizar comigo. Dizer que mantém a absoluta confiança nele. A gente se conhece há 48 anos. E, portanto, ele sabe qual é o meu jeito de agir. Aliás, a Bahia sabe, porque a Bahia é terra de muro baixo. Se eu tivesse qualquer tipo de esquema fora do permitido, seguramente todo mundo saberia”, falou o parlamentar, em entrevista à BandNews.
“Vou repetir: eu não tenho CNPJ, eu só tenho o eu CPF. Então, ele só ligou para dizer ‘fique firme, essa é uma tentativa de desestabilizar você, mas conte com a minha confiança’. Então, do meu ponto de vista, o que eu tenho até agora do presidente Lula é a solidariedade ao ocorrido”.
Ainda na entrevista, Jaques Wagner afirmou que sua candidatura à reeleição está mantida e que segue como líder do governo no Senado.
“A liderança do governo fica a cargo do presidente Lula, com quem eu falei hoje, e não acho… sinceramente, é muito difícil que ele mexa na minha posição, pela relação que a gente tem e pela confiança que ele tem em mim. Fez questão de me ligar, se solidarizar comigo, e ele que já teve problemas até maiores do que esse, como eu tive, mas ele muito pior, que foi preso e depois inocentado, e está aí como presidente”, declarou.
“Eu continuo na liderança, até que o presidente Lula peça para eu me retirar. Não acho que ele vai fazer isso, mas se ele fizer é um direito dele. O cargo é do presidente da República, o cargo de líder do governo, mas eu falei com ele hoje e ele sequer tocou nesse tema. Então, na minha opinião, ele vai manter. Até porque, repare, isso por enquanto é uma mera investigação, como foi a investigação de 2018 sobre a Fonte Nova”, pontuou.
“Até agora eu não sou réu, não sou culpado, não sou nada. É uma investigação em cima no que eu imagino que a PF encontrou no celular ou em alguma delação de alguém, que eu desconheço quem foi, e vieram conferir comigo. Eu estou absolutamente tranquilo em relação a tudo que eu tenho dizer”.
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