O governo do Rio Grande do Norte enfrenta cobranças contundentes em relação à gestão de pessoal e ao cronograma de nomeações na área de segurança pública. A governadora Fátima Bezerra é alvo de críticas pela demora em efetivar os aprovados no último concurso da Polícia Civil, que já concluíram as etapas de preparação.
Os candidatos remanescentes finalizaram o curso de formação profissional, iniciado em janeiro, mas seguem aguardando a convocação oficial para assumir as funções. Muitos dos aprovados relatam terem deixado seus empregos anteriores para dedicação exclusiva à capacitação, enfrentando agora um período de instabilidade financeira e incerteza institucional.
O impasse ganhou novos contornos após o anúncio governamental sobre a intenção de abrir um novo certame, desta vez voltado para a Polícia Penal. A medida gerou reações negativas entre os que defendem a priorização do encerramento das seleções em andamento antes do início de novos processos burocráticos.
Críticos da gestão estadual apontam que a abertura de novas frentes de concurso, sem a devida conclusão das anteriores, funciona como uma tentativa de gerar fatos políticos positivos nas redes sociais. O argumento é de que a prioridade deveria ser o fortalecimento imediato do efetivo policial já qualificado para atuar.
A cobrança por agilidade na nomeação de novos delegados, agentes e escrivães ocorre em um cenário de crescente preocupação com os índices de criminalidade e a atuação de facções no estado. O reforço na Polícia Civil é apontado por especialistas como uma medida urgente para otimizar as investigações e combater a insegurança estrutural.