O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) segue na liderança das intenções de voto para as eleições presidenciais de 2026, com 41% no cenário de primeiro turno, contra 31% do senador Flávio Bolsonaro (PL). A informação é da Folha de S.Paulo, que divulgou neste sábado (20) nova rodada do Datafolha. Em relação ao levantamento anterior, de maio, Lula oscilou um ponto percentual para cima, enquanto Flávio permaneceu estável. A pesquisa ouviu 2.004 pessoas em 139 municípios entre os dias 17 e 18 de junho, com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%, registrada no TSE sob o número BR-09956/2026.
No segundo turno, a situação configura empate técnico dentro da margem de erro: Lula aparece com 47% e Flávio com 43%, mesmos números registrados em maio. A informação é do Poder360, que também destaca que a pesquisa não capturou por completo os efeitos da operação da Polícia Federal contra o senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado, deflagrada na quinta-feira (18), véspera do encerramento da coleta de dados. A investigação apura se o petista teria atuado na Casa Alta em favor do Banco Master, fundado por Daniel Vorcaro — mesmo empresário envolvido no caso "Dark Horse", que já desgastou a imagem de Flávio nas pesquisas.
No campo da rejeição, ambos os candidatos lideram entre os mais recusados pelo eleitorado. Flávio Bolsonaro é rejeitado por 48% dos entrevistados, e Lula por 46% — tecnicamente empatados dentro da margem de erro. A informação é do O Globo. Na sequência, aparecem Aécio Neves, com 23%, e Romeu Zema, com 17%. O quadro de rejeição elevada para os dois principais nomes reforça a tese de que a eleição de 2026 será marcada menos por entusiasmo e mais por voto de rejeição ao adversário — uma dinâmica que dificulta a consolidação de qualquer candidato antes do horário eleitoral gratuito.
Os demais candidatos aparecem com números ainda pouco expressivos no primeiro turno: Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão) somam 3% cada; Romeu Zema (Novo), Aécio Neves (PSDB), Samara Martins (UP) e Augusto Cury (Avante) registram 2% cada. A informação é do G1. O cenário eleitoral foi apontado como o principal fator doméstico a influenciar os ativos financeiros brasileiros nos próximos seis meses, segundo gestores ouvidos em pesquisa do Bank of America — o que reforça que o resultado de outubro está longe de ser uma certeza para qualquer lado.