O senador Styvenson Valentim (Podemos-RN) usou as redes sociais nesta semana para criticar duramente o governo do Rio Grande do Norte após o atentado que matou Diego, assessor do vereador e policial militar Cabo Deyvison, e deixou o parlamentar ferido em Mossoró. Em vídeo publicado no Instagram, Styvenson afirmou que a violência não é uma surpresa e que avisou sobre o avanço das facções criminosas ainda em 2022, durante o último debate da campanha ao governo do estado, promovido pela Inter TV Cabugi. Assista:
"Era para ter feito antes. Era para ter feito antes pra gente ter a tranquilidade de estar no meio da rua trabalhando", disse o senador.
No vídeo, Styvenson reproduz trechos do debate de 2022 em que questionou diretamente a então governadora e candidata Fátima Bezerra (PT) sobre o que o governo estadual estava fazendo para "expulsar, para acabar, para liquidar" com as facções criminosas que atuam no Rio Grande do Norte. A resposta de Fátima na ocasião, segundo o senador, evitou o confronto direto com a questão. "Quando eu falei em diálogo, porque parece que escolheu essa opção em vez de combater a criminalidade com rigor. E quem fala em diálogo não sou eu, são os criminosos por interceptação que já provaram isso", afirmou Styvenson no trecho reproduzido.
O senador listou uma série de episódios de violência que, segundo ele, demonstram que o estado nunca conseguiu retomar o controle da segurança pública. "Depois disso teve aqueles ataques que a gente assistiu, que o governo ficou desmoralizado: explodiram bomba debaixo de ponte, atiraram em pelotão de polícia, tocaram fogo em máquinas de prefeito que nunca foram repostas", afirmou. Para Styvenson, as manifestações de solidariedade ao Cabo Deyvison vindas de políticos que silenciaram sobre essas ocorrências anteriores representam hipocrisia. "Tem muito político com hipocrisia, tem muito político com falsidade, tem muito político com mentira", disparou.
O senador também fez críticas ao volume de publicidade paga pelo governo estadual na imprensa local, sugerindo que os R$ 36 milhões investidos em comunicação teriam o efeito de suprimir coberturas críticas sobre a segurança pública. "Isso aí não vai aparecer nos programas de televisão e de rádio pagos por 36 milhões de publicidade. Agora para acabar com as facções não tem não", afirmou. Styvenson encerrou o vídeo renovando sua solidariedade ao Cabo Deyvison e prestando pêsames à família de Diego. "Meu lamento, meu lamento por, infelizmente, a gente passar por tudo isso", disse o senador.