A empresa de táxi aéreo CNM Aviação, investigada pela Polícia Federal por suposta ligação com o tráfico internacional de drogas, recebeu R$ 244 mil de campanhas eleitorais nas eleições de 2022. A maior parte dos contratos foi firmada com o PSD de Minas Gerais, além de serviços prestados ao deputado federal Eros Biondini (PL-MG) e à deputada estadual Chiara Biondini (PL-MG).
A empresa pertence à empresária Juliana Costa Nobre Magalhães, denunciada pelo Ministério Público Federal por suposta participação em uma organização criminosa ligada ao tráfico internacional de cocaína. Segundo as investigações, ela teria atuado na gestão de negócios associados ao grupo criminoso liderado por Karina Campos, conhecida como "Rainha do Pó".
De acordo com documentos eleitorais divulgados pela coluna de Andreza Matais, no Metrópoles, a CNM recebeu R$ 162 mil do diretório estadual do PSD em Minas Gerais, R$ 54 mil da campanha de Alexandre Kalil ao governo mineiro e cerca de R$ 29 mil em contratos ligados às campanhas de Eros e Chiara Biondini.
O PSD informou que a contratação ocorreu dentro das regras eleitorais e que não havia, à época, registro de irregularidades que impedissem a prestação do serviço. O caso segue sendo investigado pela Justiça Federal em Minas Gerais.