O líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), deve solicitar uma licença do cargo em meio ao avanço de investigações que envolvem o Banco Master. A permanência do parlamentar na liderança tornou-se insustentável para a articulação política do Palácio do Planalto no Congresso Nacional. A avaliação interna é de que a continuidade dele na função poderia desgastar a imagem do governo federal durante o período eleitoral.
Informações divulgadas pelo jornal O Estado de S. Paulo apontam que Jaques Wagner é apontado por interlocutores como um dos elos entre o Banco Master e a gestão federal. O parlamentar teria apadrinhado indicações de nomes como Guido Mantega e Ricardo Lewandowski para posições estratégicas na instituição financeira. Encontros fora da agenda oficial com a presença de executivos do banco também têm alimentado suspeitas no cenário político.
A crise institucional ganhou novos contornos após uma tentativa de afastar delegados da Polícia Federal responsáveis pela condução dos inquéritos relacionados ao caso. O recuo na decisão ocorreu após manifestações contrárias de membros do Judiciário, que sinalizaram que a mudança na equipe investigativa poderia ser interpretada como obstrução de Justiça. As investigações sobre os contratos e movimentações financeiras seguem em andamento.