O governo Lula avalia que será difícil reverter, ao menos no curto prazo, a decisão dos Estados Unidos de classificar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas.
A classificação americana entra em vigor nesta quinta-feira (5) e faz parte de uma estratégia mais ampla da gestão de Donald Trump para a América Latina. Integrantes do governo brasileiro entendem que medidas desse tipo costumam ter baixa possibilidade de reversão e podem permanecer em vigor por longos períodos.
Segundo o poder 360, a principal preocupação do Planalto é o alcance das leis americanas. Com a designação das facções como organizações terroristas, bancos e empresas que mantenham relações financeiras com pessoas ou grupos ligados ao PCC e ao CV podem passar a sofrer restrições e sanções dos Estados Unidos, mesmo fora do território americano.
Embora o governo considere que os efeitos sobre as operações das facções não devem ser imediatos, a avaliação é que o impacto financeiro e reputacional pode ser significativo.