Ao deixar a presidência da 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Gilmar Mendes afirmou que as divergências com o ministro André Mendonça nas decisões sobre a Operação Compliance Zero, que investiga supostas fraudes no Banco Master, não representam desunião entre os integrantes da Corte.
Durante a sessão desta terça-feira (30), Gilmar disse que a supervisão das investigações é um dos temas mais desafiadores enfrentados pela 2ª Turma e defendeu que diferenças de entendimento fazem parte do trabalho dos órgãos colegiados. Segundo o ministro, limitar a atuação dos órgãos de investigação não significa estimular a impunidade.
A partir de agosto, a presidência da 2ª Turma será assumida pelo ministro Luiz Fux, que afirmou que pretende conduzir os trabalhos de forma a garantir que as divergências entre os ministros permaneçam no campo jurídico, sem se transformarem em discórdias pessoais.