A CBF convidou os cartolas dos 40 clubes das Séries A e B para uma viagem aos Estados Unidos, com todos os custos bancados pela entidade. Eles assistirão à estreia da seleção brasileira na Copa do Mundo diante do Marrocos, dia 13, às 19h (de Brasília), no MetLife Stadium, em East Rutherford.
A entidade arcará com passagens, hospedagem, ingressos e alimentação, como fez na última viagem à Europa, em janeiro de 2026. O grupo deve ficar hospedado em Nova York, a cerca de 40 minutos de Morristown, em Nova Jersey, onde é a base da seleção na Copa. Não há previsão de contato com os atletas. Procurada, a CBF não deu detalhes da viagem dos cartolas e da programação nos EUA.
Está agendada uma reunião para discutir temas relacionados ao fair play financeiro e à formação da liga única. A CBF tomou a dianteira nas negociações para a criação do bloco unificado, reunindo periodicamente os representantes dos dois grupos que existem atualmente, a Libra e a Futebol Forte União (FFU), a antiga LFU. O fair play já foi implementado, mas alguns dirigentes ainda têm dúvidas com relação ao seu funcionamento.
Presidente do Palmeiras, Leila Pereira estará presente. Ela e seu marido são donos de um apartamento em Nova York e vão assistir à estreia do Brasil no Mundial. A empresária tem dito, na sua avaliação, que, sem a CBF, não haverá liga, e partiu dela a decisão de tirar o Palmeiras da Libra, após discordar de decisões que entendem que beneficiaram o Flamengo no bloco. Ela deve viajar por conta própria, em seu avião particular.
No encontro, devem estar presentes também representantes da Major League Soccer (MLS), a liga de futebol dos Estados Unidos, criada em 1993 e que teve a temporada inaugural em 1996, dois anos depois da primeira Copa realizada nos Estados Unidos, em 1994.
A ideia do papo com os executivos da MLS é tirar exemplos que podem ser usados na formação de uma liga no Brasil, com foco na governança.
Recentemente, a CBF levou representantes de 37 clubes das Séries A e B, além de dirigentes de 13 federações, à Europa para contatos com representantes de ligas da Alemanha, da Inglaterra e da Espanha.
A confederação chamou aquela viagem de nove dias de “imersão internacional” cujo objetivo foi “alinhar clubes e federações a modelos de excelência do futebol”.
Estadão