A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (1º) o regime de urgência para o chamado PL da Misoginia, que equipara a misoginia ao crime de racismo e aumenta as penas para crimes de ódio praticados contra mulheres. O requerimento recebeu 293 votos favoráveis, 158 contrários e três abstenções.
Com a aprovação da urgência, o projeto poderá ser votado diretamente no plenário, sem passar pelas comissões. O presidente da Câmara, Hugo Motta, afirmou que pretende colocar o texto em votação antes do recesso parlamentar, caso haja acordo entre os líderes.
A relatora da proposta, deputada Tabata Amaral, defendeu a aprovação do projeto e disse que continua dialogando para construir consenso. Já parlamentares da oposição criticaram trechos da proposta, alegando que o texto pode restringir a liberdade religiosa ao prever punições para determinadas manifestações consideradas misóginas.