Moraes suspendeu as visitas de Flávio ao pai por 90 dias. Uma carta virou caso de polícia
O ministro Alexandre de Moraes suspendeu por 90 dias o direito de visita do senador Flávio Bolsonaro ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar humanitária concedida em março por motivos de saúde.
O motivo: uma carta escrita por Bolsonaro durante a prisão domiciliar foi divulgada nas redes sociais do filho. Na avaliação de Moraes, Flávio utilizou a visita ao pai para obter um documento que tinha como finalidade exclusiva ser divulgado nas redes sociais, burlando a proibição imposta ao ex-presidente de utilizar plataformas digitais direta ou indiretamente.
A decisão também determina que a defesa de Bolsonaro esclareça em 48 horas se ele tinha conhecimento prévio de que a carta seria publicada. E encaminha o caso ao procurador-geral eleitoral para apuração de eventual propaganda eleitoral antecipada.
Traduzindo para o português direto: Moraes proibiu um filho de visitar o próprio pai doente porque uma carta foi publicada nas redes. O mesmo Moraes que tem a esposa com contratos de R$ 129 milhões com o banqueiro preso Vorcaro decide quem pode ou não visitar o principal adversário político do governo Lula.
Uma carta. Noventa dias sem visita. E o caso vai para o procurador eleitoral. Não tem jeito.