A recente carta escrita à mão pelo ex-presidente Jair Bolsonaro alterou os rumos da sucessão conservadora ao nomear oficialmente o senador Flávio Bolsonaro como seu porta-voz exclusivo. A decisão centraliza a liderança do movimento e desautoriza outras figuras de destaque do clã, como Michelle Bolsonaro, que vinha sendo cogitada para o pleito.
O movimento ocorre em meio ao crescimento de Flávio nas pesquisas, onde já aparece em empate técnico com o presidente Lula. Mesmo sob o desgaste de debates sobre transações financeiras e o Banco Master, o senador consolida seu piso de apoio, impulsionado pela insatisfação do eleitorado com o rumo econômico e social do atual governo.
Com Lula enfrentando forte desgaste de imagem, a disputa caminha para um cenário de rejeição mútua. Ao consolidar o filho mais velho como a voz oficial do bolsonarismo, o grupo aposta na tese do "menos pior" para atrair o eleitorado antipetista e garantir que o espólio político continue sob controle estrito da família.