Um levantamento revelou que o diretor-geral da Polícia Federal acumulou 81 dias de viagens ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao longo dos últimos três anos, um dado que reabre discussões sobre a proximidade entre a cúpula da corporação e o Palácio do Planalto.
Segundo apurou o Poder360, o número de dias representa uma parcela significativa do tempo de mandato do diretor da PF, levantando questionamentos sobre possíveis implicações dessa proximidade para a independência funcional da corporação em relação ao Executivo federal.
A reportagem detalha que as viagens incluem deslocamentos oficiais e comitivas presidenciais, tanto no território nacional quanto em viagens internacionais, o que, segundo analistas de segurança institucional, é esperado dado o papel da Polícia Federal na segurança presidencial, mas que ainda assim chama atenção pelo volume acumulado.
Oposicionistas já utilizam o dado como argumento para questionar a isenção da Polícia Federal em investigações que envolvem direta ou indiretamente o governo federal, reforçando um discurso de desconfiança institucional que tem sido recorrente desde o início da atual gestão.
O Palácio do Planalto e a própria Polícia Federal ainda não se manifestaram detalhadamente sobre o levantamento, mas defensores do governo argumentam que o acompanhamento presidencial em viagens é uma atribuição rotineira da corporação, sem qualquer relação com favorecimento político ou perda de autonomia investigativa.