A guerra sem fim do clã Bolsonaro já produziu resultado. Em meio ao fogo cruzado no campo da direita, os críticos mais virulentos nas redes sociais da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro ganharam um apelido dos integrantes do PL: "chihuahuas".
É assim que têm sido chamados reservadamente Paulo Figueiredo, aliado próximo do deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), os blogueiros Allan dos Santos e Oswaldo Eustáquio e o influenciador Kim Paim, que não economizam nos ataques à mulher de Jair Bolsonaro na esfera virtual.
O apelido se deve às características dessa raça de cachorro, oriunda do México. Os chihuahuas são pequeninos e têm o corpo compacto, mas são agitados e latem muito.
“Eles são barulhentos, tiram você do sério, mas são pequenos em estatura e só servem para encher o saco”, compara um integrante do PL ouvido reservadamente pela equipe do blog. “É uma tropa canina, um pelotão de chihuahuas.”
Desde que gravou um vídeo, no mês passado, em que acusa o pré-candidato do PL à Presidência, o senador Flávio Bolsonaro (RJ), de tê-la humilhado e apunhalado pelas costas, Michelle foi confrontada com o recrudescimento dos ataques contra ela e a senadora e ex-ministra dos Direitos Humanos Damares Alves (Republicanos-DF), uma de suas principais aliadas.
Nos bastidores, tanto ela quanto Damares têm se queixado do fogo amigo do bolsonarismo. Em discurso da tribuna do Senado Federal no último dia 13, a senadora atribuiu os ataques aos “aloprados de internet”.
“Parem de atacar os seus soldados. Não é desta forma que vocês vão mostrar para o Brasil que é muito bom ser conservador. Tem muita gente rejeitando nossa proposta, dizendo 'É isso que é ser conservador? Atacar o seu próprio soldado, o próprio Exército?’”, afirmou a ex-ministra de Direitos Humanos de Jair Bolsonaro.
“Quem está financiando tudo isso? A quem interessa essa fragilidade da direita? Será que tem dinheiro envolvido nesses ataques todos?”, questionou.
Malu Gaspar O Globo