O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) divulgou nota negando irregularidades nas obras do Ramal do Apodi, parte do Projeto de Integração do Rio São Francisco (PISF), após vídeos com críticas à obra circularem nas redes sociais. Segundo o ministério, o empreendimento tem avanço físico de 94,56% e financeiro de 94,26%, com conclusão contratual prevista para fevereiro de 2027.
A nota afirma que as estruturas provisórias mostradas nos vídeos fazem parte do planejamento da obra e servem para viabilizar os testes de enchimento e manter o acesso das comunidades durante a execução dos serviços. O MIDR garante que essas soluções não geraram custos adicionais e serão substituídas pelas estruturas definitivas.
O texto, no entanto, confirma que os testes de enchimento do sistema ainda estão em andamento. Isso significa que o Túnel Major Sales, inaugurado pelo presidente Lula no início de julho como parte do mesmo projeto, continua sem comprovação de funcionamento pleno mais de duas semanas depois da cerimônia.
A sequência chama atenção porque inverte a lógica esperada em obras públicas de infraestrutura hídrica. Normalmente, os testes técnicos deveriam ocorrer antes da inauguração, justamente para garantir que a estrutura anunciada à população já esteja operacional.
No caso do Ramal do Apodi, a inauguração feita por Lula ocorreu antes da conclusão dos testes que atestariam se o túnel de fato funciona.
O MIDR reforça que todas as intervenções atendem aos requisitos de segurança técnica, mas não informou uma data para a conclusão dos testes nem para a plena operação da estrutura.
A pasta também não explicou por que optou por inaugurar a obra antes de concluir a etapa de testes.