O Palácio do Planalto já contava com a sobretaxa de 12,5% em produtos brasileiros na investigação do governo de Donald Trump sobre trabalho forçado contra o Brasil.
O governo avalia que os Estados Unidos vão reduzir a dinâmica de negociação daqui para frente e esperar o resultado das eleições presidenciais de outubro para saber com quem vão negociar.
Fontes do governo Lula também já precificam novos gestos de autoridades do governo Trump à campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência.
A avaliação é de, apesar de prejudiciais, os tarifaços de 2026 não produzem o mesmo choque de o 2025.
Para além disso, o Brasil aposta na sensibilização interna dos EUA sobre as tarifas e mantém a visão de que elas são prejudiciais para os próprios americanos.
Em audiências que discutiram o tarifaço, empresários americanos se posicionaram contra a sobretaxas.
Reciprocidade
Em nota à imprensa logo após a divulgação da decisão dos americanos, a presidência da República alegou ausência de base legal para a aplicação da sobretaxa e voltou a citar possibilidade de reciprocidade.
O governo também afirma que levará o tema ao mecanismo de solução de controvérsias da OMC (Organização Mundial do Comércio).
Ainda que a organização arbitrasse para dizer que o Brasil tem razão, a medida é vista como pouco efetiva porque o governo Trump não reconhece a OMC.
Nas camadas econômicas e política, o tema é tratado como de "soberania" e deve ser explorado pela campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à reeleição.
CNN Brasil