O PSD confirma neste domingo (26), em São Paulo, a candidatura de Ronaldo Caiado à Presidência da República, com Gilberto Kassab como vice — union que a legenda apresenta como aposta na chamada "terceira via" entre o governo Lula e o bolsonarismo. Segundo análise do Estadão, no entanto, a composição não traz "novas forças" à aliança nem reorganiza um tabuleiro eleitoral cada vez mais polarizado.
O ato ocorre em meio a comentários públicos sobre a crise familiar entre Flávio e Michelle Bolsonaro: Caiado chegou a comparar o episódio a "Casos de Família", numa fala que evidencia a disputa por espaço na narrativa da direita moderada. A avaliação de especialistas é que, apesar do relativo prestígio de Caiado à frente do governo de Goiás, a candidatura enfrenta dificuldade para romper a lógica bipolarizada entre petismo e bolsonarismo, especialmente diante do favoritismo já demonstrado por Tarcísio de Freitas em pesquisas para eventuais disputas futuras.
A chapa Caiado-Kassab chega, assim, mais como sinalização de organização partidária do que como ameaça real ao equilíbrio de forças entre os dois polos que dominam o atual cenário eleitoral.